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Nos meus vintes e poucos tive aquilo que se poderia chamar de adolescência tardia, com direito a má poesia e tudo... Felizmente, não me deu a travadinha de muitos adolescentes que escrevem muito mais poemas do que aqueles que lêem: assim, lá ia eu, às vezes, procurar alimento, se bem me entendem.

 

Lembro-me de ter encontrado este livro perdido numa Fnac, que julgo ter sido a do Chiado, que era um local de peregrinação de novo lisboeta fascinado pela luz de Lisboa, sem deixar de querer livros, muitos livros, cada vez mais livros.

 

Mas, neste caso, não interesso mesmo nada. Fiquem com a beleza da capa e do primeiro poema — e leiam-no, já agora:

 

 

 

 

 

(Já agora, num aparte físico em relação aos livros — que isto dos livros de papel tem muitas vantagens — esta edição da Relógio de Água mantém-se perfeita ao fim de dez anos, papel imaculadamente branco, um livro inteiramente preto, que continua a apetecer como se fosse novo.)

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(Agora leiam o resto, se faz favor...)

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