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Ora, se ontem vos trouxe a edição do Beowulf em Old English, aqui fica a versão traduzida que usei na faculdade:

 

 

 

 

 

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publicado às 10:15

Como já vos contei, comprei um livro no inglês errado...

 

Tentei, na altura, encontrar o livro, para vos mostrar, mas não consegui. 

 

Ora hoje, a percorrer os dedos pelas estantes, lá estava ele:

 

 

 

Se quiserem ver o tipo de inglês do livro, aqui está:

 

 

Com a glosa a explicar, na página da direita:

 

 

Levem também com o preço... E a data, nesse longínquo 1998...

 

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publicado às 11:30

Pois, isto foi assim: quando comecei a faculdade, vinha todo entusiasmado. Mal os professores davam as bibliografias, lá ia para as livrarias à procura dos livros que tinha de ler.

 

Sim, eu era desses.

 

Perdoem-me lá e avancem.

 

Pois bem, numa das primeiras disciplinas que tive, Introdução à Literatura Inglesa, ou algo assim, havia um livrito que tinha de ler. O famosíssimo Beowulf.

 

Ora, que o tinha de ler já sabia pelos resumos das cadeiras no site da faculdade, onde apareciam os títulos, mas não propriamente as edições recomendadas. 

 

Armado com um entusiasmo provavelmente pouco saudável, ainda antes da primeira aula, lá fui comprar o Beowulf. 

 

Ora, na Fnac, estava à venda, estranhamente, uma edição que reproduzia, com glosas lateriais, o texto original, em Old English. 

 

O início da obra era este:

 

Hwæt! We Gardena         in geardagum, 

þeodcyninga,         þrym gefrunon, 

hu ða æþelingas        ellen fremedon. 

Oft Scyld Scefing         sceaþena þreatum, 


monegum mægþum,         meodosetla ofteah, 

egsode eorlas.         Syððan ærest wearð 

feasceaft funden,         he þæs frofre gebad, 

weox under wolcnum,         weorðmyndum þah, 

oðþæt him æghwylc         þara ymbsittendra 

 

Pois...

 

A professora, na primeira aula, lá explicou que a edição que queria era uma edição traduzida para inglês moderno.

 

Lá voltei à livraria, para comprar uma edição compreensível.

 

Não que a compra tenha sido totalmente despropositada. Afinal, o Beowulf era aquilo — e não deixa de ter o aspecto de língua nórdica, de saga antiga, de velhas aventuras em mares frios, mesmo sem percebermos uma palavra que seja. 

 

Ah, os ð e þ são lindos.

 

E lermo-lo em tradução moderna deve pôr o Jorge Luis Borges a dar voltas no túmulo.

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publicado às 19:04


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