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Tenho pena de não ler mais livros brasileiros. O pouco que li da literatura desse monstro além-Atlântico foi maravilhoso. Hei-de vos falar disso.

 

Agora, o que não percebo é o horror de alguns portugueses a ler em português do Brasil — ou sequer a aceder a sites em "brasileiro". 

 

Ainda agora, li uma queixa duma gentil utilizadora facebookiana porque tinha acedido a um site norte-americano, que a tinha redireccionado para uma versão em português — ou melhor, em português do Brasil. 

 

Sim, o site norte-americano devia ter, num mundo ideal, as duas versões: português europeu e português brasileiro. Mas, não tendo, decidiu que devia orientar os portugueses para a versão em português. Ai, o horror!

 

A portuguesa queixosa escreveu uma carta à dita empresa, alegando que:

 

a) É ofensivo para um português ser redireccionado para um site em português do Brasil.

 

b) O português do Brasil e o português de Portugal são muito mais diferentes do que o inglês americano vs. inglês britânico.

 

c) Tendo de escolher, o site devia ser sempre em português europeu, porque é a "raiz" e a "fonte" do outro português.

 

Compreendo a dor, mas deixem-se de lamúrias que, aos olhos dos estrangeiros, só mostram pequenez. Pois:

 

a) Percebo que queiramos uma versão na nossa própria variante e, se a empresa estivesse a agir directamente em Portugal, seria um erro crasso publicar textos em "brasileiro" (até porque os portugueses são, de facto, ultra-sensíveis a esta questão). Mas achar ofensivo (!) que uma empresa norte-americana nos redireccione para um site em português (mas não no exacto português que preferimos) é um pouco exagerado.

 

b) Em termos linguísticos, o português de Portugal e o português do Brasil são duas variantes da mesma língua, com diferenças que não são assim tão incomparáveis às diferenças entre o inglês britânico e o inglês americano. A grande diferença é que há muito mais contacto entre os dois ingleses. Aliás, as duas normas cultas (portuguesa e brasileira) estão muito mais próximas, na escrita, do que poderíamos pensar, como é fácil perceber lendo um livro de ciências sociais em português do Brasil, por exemplo (vejam o exemplo abaixo, dum livro brasileiro sobre, exactamente, as diferenças entre as duas variantes — se ignorarem os tremas, o blurb passaria por texto português de Portugal...). 

 

c) Ora, nisto da raiz e da fonte... Tanto nós como os brasileiros partimos duma base comum, e ambos os lados mudaram a língua — há quem diga que nós até fomos mais longe nas mudanças: por exemplo, no som "chchch" na leitura do "s" final das sílabas, que Camões dizia "ssss". Andarmos a discutir onde está a fonte rapidamente descamba em discussões sobre a pureza e a propriedade da língua, e acabamos todos a ter de dizer que falamos galego.

 

Nós somos portugueses, falamos português — e a nossa língua é muito mais do que a nossa variante europeia. É tudo o que está dentro dessa grande língua, de que devemos estar orgulhosos. Não se ofendam tanto — e leiam mais, em português dum e doutro lado. Só temos a ganhar — e nada a perder.

 

 

 

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127 comentários

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De Alexandra a 26.02.2014 às 00:32

Percebo o seu ponto de vista, mas ler em português do Brasil pode induzir em erro.
Por exemplo, comprei um livro para a faculdade traduzido para português brasileiro (são poucos os traduzidos na versão europeia), onde deparei-me frequentemente com a frase "o efeito adverso do fármaco XPTO é a constipação". E isso não faz sentido. Fui ver a versão inglês e a palavra era "constipation", que significa obstipação (muito diferente de constipação). E não é só nesse livro, é frequente encontrar essa tradução em vários livros.

Mas isto não se encontra só em livros científicos, é bastante frequente encontrar este exemplo em sites sobre saúde, induzindo muita confusão nas pessoas.

Outro exemplo é a palavra nitrogênio (ou nitrogénio em pt-pt), que em Portugal o termo mais correto é azoto. Podem parecer pequenos preciosismos, mas em certas áreas é levado mais a sério.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 00:38

Olá!

Sim, sem dúvida que essas diferenças existem, como acontece em inglês, espanhol, francês. Mas raramente os ingleses, espanhóis ou franceses ficam ofendidos por ler textos em inglês americano, espanhol argentino ou francês do Quebeque.

No caso dos livros técnicos, a questão é diferente (e por isso falei principalmente das ciências sociais, onde a questão não é tão perigosa). E, no caso da literatura, acho que só faz bem ler mais variantes.

(E acho que essa da constipação deve ser mesmo problema da tradução, mil vezes repetido.)

Muito obrigado pelo comentário, já agora ;)
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De Filipe a 26.08.2015 às 17:08

Sou brasileiro e estudo CS, ou seja, não sei nada de constipação nem de obstipação; entretanto, uma rápida corridinha no google me parece indicar que sim, em português (ao menos do Brasil) constripação é a aqui chamada prisão de ventre (ademais que parece ser distinta de obstipação, ao menos em inglês). Talvez uma pesquisa em nossa língua antes do inglês resolvesse o seu problema de forma mais fácil e rápida que a pesquisa ao original.
Além disso, o link abaixo parece sugerir, inclusive, desenvolvimento similar do idioma em espanhol do que houve com essa palavra em Português:

http://etimologias.dechile.net/?constipado

Com isso quero dizer que esse argumento parece falho, e poderia haver sem maiores problemas um maior fluxo de livros entre os lados do Atlântico.
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De Tammy a 31.03.2017 às 14:11

Olá Alexandra. Sou brasileira e médica. Provavelmente sei até o livro que leu.
"Constipação" no "português brasileiro" esta correto, dizemos isso como linguagem técnica e também entendemos perfeitamente quando falam "obstipação", apesar de ser pouco utilizado.
Apesar da diferença, sabemos bem que o contexto do livro nos aponta para uma interpretação mais correta. Do modo que expos, parece que estamos sujeitos a dar medicações erradas somente por uma palavra técnica "errada", no caso, diferente do que se conhece em Portugal.
Eu atualmente exerço minha profissão em Portugal, e me deparo diversas vezes com este "problema", nunca em nenhum momento, até agora, cometi erros pequenos ou grosseiros que comprometessem a vida de alguém por não utilizar ou não conhecer os termos de Portugal. Alias, minha experiencia esta sendo bastante enriquecedora, e ainda bem que sempre posso recorrer aos livros, ao google e aos meus colegas sempre que houverem dúvidas.
Acho que o texto acima é bem enriquecedor, pois faz a gente refletir, a valorizar experiencias mais enriquecedoras e quebrar preconceitos. Concordo com a parte "Só temos a ganhar- e nada a perder.".
Espero que você esses "erros" não atrapalhem seu estudo nem seu desempenho. Desejo a você sucesso e que talvez compartilhe um dia das ideias expostas nesse texto.
E por fim, somente por curiosidade, nós brasileiros em nossa grade curricular nas esolas aprendemos a literatura portuguesa, estudamos os principais e mais diversos autores e livros portugueses, desde do trovadorismo ao modernismo. A única coisa que tenho a dizer é que pra mim isso foi muito gratificante! Foi pena não termos a literatura Africana, mas quem sabe um dia!
Boa sorte!
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De Lolita a 26.02.2014 às 18:12

Gostei do post e do teu ponto de vista. Uma pessoa que se dá ao trabalho de enviar uma carta com esses argumentos só porque a direccionaram para um site traduzido para o português do brasil, a meu ver não passa de uma atitude de discriminação. As pessoas esquecem-se que o português do brasil e o português de portugal são a mesma língua, apenas com pequenas diferenças. A maior diferença nem sequer está na escrita.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 19:56

Muito obrigado ;)
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De Carlos a 27.02.2017 às 13:00

A maior diferença das línguas está na cabeça das pessoas, que querem defender algo que não é possível: A universalização do português. Acho que muitos não conseguem entender que o idioma português se transformou em um todo muito mais rico e abrangente do que o original! Basta ver que não há somente Portugal e Brasil, há também Angola, Moçambique, etc. Certamente lá também vamos encontrar variantes e nem por isso temos que rejeitar, pelo contrário.
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De carlos ferreira a 31.03.2017 às 03:15

Além do mais, essa senhora devia lembrar-se que somos algo perto dos 150 milhões de falantes, e que quando Portugal acabar, o que restará da lingua será provavelmente o "brasileiro". Por essa e outras razões , sempre achei que o dom pedrinho primeiro devia ter também proclamado a independencia da lingua...
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De rui a 26.02.2014 às 18:32

Eu sou português, moro no Brasil faz 4 anos, e acreditem, se não fosse este País, a nossa lingua seria considerada como o finlandês, ou o dinamarquês. É um falsa nostalgia isso sim essa tentativa de que somos melhores no Portugues de Portugal, devíamos sim agradecer a toda esta cultura que esta deste lado do Atlântico. Que é produzida por quase 200 milhões de pessoas a falar a nossa língua, mesmo com defeitos, mas em Portugal também se fala português errado.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 19:56

Muito obrigado pelo comentário! Espero que volte a estas paragens sempre que lhe apetecer :)
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De Ana a 26.02.2014 às 19:05

Olá. Gostei do post e concordo com ele. A verdade é que se não fosse a dimensão do Brasil, haveria ainda menos sites e livros em português, porque só Portugal em si tem uma população pequena. Já li vários livros em brasileiro (que até as vezes cometo o erro de escrever expressões brasileiras) e a nível académico em termos de fóruns é muito mais fácil encontrar explicações em português do Brasil, para quem não está habituado a inglês. Sinceramente acho que toda esta questão dá mais lucro a Portugal do que prejuizo.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 19:55

Muito obrigado pelo comentário! Espero que volte ;)
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De propagandaearte a 26.02.2014 às 19:40

Aproveitando a oportunidade dada aos leitores de comentarem sobre os posts do “LIVROS E OUTRAS MANIAS”, gostaria de expressar a minha opinião sobre o tema.
Ter pena de não ler mais livros brasileiros demonstra uma normalidade e respeito esperados do gestor de um blog sobre o assunto, além de respeito também pelo idioma em questão, que poderia muito bem ser outro como o alemão, o inglês, o francês...
Sou brasileiro, publicitário, professor e escritor (tendo inclusive lançado em Portugal, um livro técnico sobre 'escrita criativa') e resido no Porto há três anos, tendo uma grande admiração pelo povo português e por minhas raízes (meu bisavô era português e foi um professor na Universidade de Coimbra), além de apreciar bastante as belezas de Portugal sejam elas naturais ou construídas pelo homem. Além disso, escolhi Portugal para viver e estou muito satisfeito com minha decisão.
Escrevo isso apenas como introdução do que pretendo escrever para não adentrar no assunto bruscamente.
O que pude observar ao longo desses três anos em que aqui resido é que , realmente, já tive a oportunidade de apreciar alguns, digamos, arroubos preconceituosos de pessoas que se querem manter em um isolamento que não mais cabe à humanidade.
Em tempos remotos poderia até ser comum (não aceitável, porém comum) o desprezo por uma raça, a insistência em atitudes que hoje chocam a todos nós por coadunarem com um comportamento discriminatório, tais como a insistência em se rebelar contra um idioma que se apresenta atualmente como um dos mais falados do mundo. Algumas pessoas têm mesmo horror, aversão ao “brasileiro”, como insistem em chamar pejorativamente o idioma português falado e escrito no Brasil, de acordo com o que li no texto da Sra. Alexandra.
Uma pena que pense dessa forma, até porque o tempo do império já acabou há muito e o Brasil não é mais colônia de Portugal.
Rogo para que um dia essa senhora caia em si e perceba que todos, independentemente de raça, cor, religião, orientação sexual, idioma e etc, etc, etc, são iguais, têm pele, carne, ossos e sangue vermelho, como todo ser humano.
Lamentável o sentimento de ódio dessa senhora. Sentir-se ofendida pelo ocorrido a ponto de externar sua opinião preconceituosa em um blog que trata justamente de literatura por um “viciado em livros” que, com toda a certeza, tem a mente aberta para ler sobre todo e qualquer assunto em todo e qualquer idioma.
A partir dessa conduta mais que execrável só posso dizer que a leitora em questão perdeu seu tempo, assim como todos aqueles que têm em suas veias sangue contaminado pelo racismo, pelo ódio ao outro
Neste ponto, permita-me o editor deste blog, que eu faça uma reprimenda: compreender esse tipo de “dor” dos portugueses não deixa de ser uma conduta também repreensível pelo teor preconceituoso que a mesma contém. Seria algo que poderíamos comparar à aceitação de um crime de morte “por estar o réu envolto no calor do momento que o levou a tal ação.” Pode parecer um tanto exagerada a colocação, mas serve apenas para ilustrar como algo que pode “parecer simples, como uma opinião”, pode ferir as pessoas. Saiba o editor que os brasileiros também sentem (não chegam a ser 'ultrassensíveis' como os portugueses, mas sentem da mesma forma).
Quanto às variantes é claro que elas existem com existem igualmente em diversos idiomas, mas em hipótese alguma atrapalham a compreensão de um texto. E se atrapalhar, os dicionários (em papel e on line) existem para serem usados. Nem dá trabalho nenhum!
A base é comum e as mudancas que o dioma português, tanto em Portugal quanto no Brasil, sofreram na intenção de ficarem mais contemporâneos, nem sempre vieram para a melhoria da língua. Algumas nem precisavam acontecer, em Portugal ou no Brasil.
O importante não é sermos brasileiros ou portugueses, mas, sim, comemorarmos o fato de falarmos e escrevermos no mesmo idioma, o que promove uma maior integração entre os povos, facilitando a disseminação das suas culturas e o relacionamento entre os países.
Ofensivo deve, sim, ser o preconceito em detrimento da tomada de consciência de que tal tipo de atitude não tem mais vez no momento atual a humanidade.
Patria por pátria cada um de nós tem a sua, bem como o respeito, carinho e orgulho que nutrimos por ela.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 19:55

Olá! Muito obrigado pelo grande comentário, que só vem enriquecer a discussão. Mas julgo que convém sublinhar que o comentário da leitora acima (Alexandra) se referia apenas às possíveis consequências de ler na variante da língua diferente da variante de cada falante — e pode servir para "os dois lados".

Embora não concorde com a opinião, não vejo como possa ser considerada "racista" ou "execrável", que me parecem adjectivos fora de qualquer proporção para o que foi dito.

O chamar "brasileiro" à língua dos brasileiros é um erro comum dos portugueses, de facto.

Neste caso, acho que o melhor para todos é de nos deixarmos de ultra-sensibilidades (dum lado e de outro) e apreciarmos a nossa língua comum, variada e rica — era esse o objectivo do post, aliás.

Muito obrigado e espero que volte! Muito em breve, falarei de autores brasileiros.
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De propagandaearte a 26.02.2014 às 20:46

Olá!
Grato pela publicação de meu comentário.
Compreendo seu ponto de vista e acho mesmo que essa troca de opiniões é mais que válida e deve sempre acontecer.
As minhas colocações deram-se apenas e tão somente pela maneira como a leitora coloca sua opinião, a meu ver, preconceituosa.
Quanto ao editor não ver a opinião da leitora como racista ou execrável deixo claro que é um direito seu, o qual respeito. No entanto, foi o impacto que causou em mim assim como creio ter sido o editor do blog impactado também pela minha colocação, dado ao destaque que deu ao meu pensamento.
Como permite aos leitores que comentam civilizadamente os seus posts e externem suas opiniões, externei então, a minha, a partir do que li e do que compreendi. E minha compreensão foi a de uma postura execrável e racista, sim. Lamentavelmente.
Erros os portugueses cometem, os brasileiros, igualmente, assim como os turcos, japoneses e qualquer povo. Não é essa a questão, mas, sim, a maneira desrespeitosa como vi o argumento. Como brasileiro me senti ofendido (e não ultrassensibilizado, conforme já disse e como é direito meu) e entendi que poderia expressar minha opinião. Não no intuito de polemizar e muito menos de desrespeitar, mas sim, de exercer o meu direito como cidadão. Espero também que tenha deixado bastante notável ao editor e aos leitores do blog a minha intenção de que o melhor é mesmo a sugestão do editor: "apreciarmos a nossa língua comum, variada e rica "(sic).
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De Paulo Seabra a 26.02.2014 às 20:29

Exmo Senhor,
Aceito o seu comentário como um cidadão que afectivamente se dividirá entre a 'língua' e cultura em que cresceu e estudou e a 'língua' dos seus avós a sua cultura e onde agora vive. Ficariamos assim, a sua opinião como a minha valem o que valem. O caso muda de figura quando diz que é professor (ou foi) com formação académica necessáriamente, com conhecimentos que provavelmente a maioria das pessoas não têm e denoto no seu discurso qualquer coisa desagradável, falta de objectividade, não separa nem categoriza. Aí sr. professor, essa falta de objectivade é que não. O discurso é mais uma projecção do que sente e vê dentro de si e, o que vejo é enviesamento a mais, demais até. A questão essencial é o português que se fala e escreve no Brasil e o português que se fala e escreve em Portugal. Dê as voltas que der é diferente, será sempre diferente e não há mal nenhum em serem diferentes. Querer uniformizar é que é já mau, muito mau mesmo. Voçê aceita que a sua mão tenha cinco dedos e nenhum deles é igual, questiona isso ou.... nem por isso. Antecipo visualmente a sua resposta, não, pois... . Eu gosto mais do português de Portugal, gosto muito de ouvir alguns cantores brasileiros a cantar em português do Brasil como também gosto de ouvir musica em português de portugal. São musicalidades diferentes e creio que é por isso que se gosta. Não gosto de ouvir um brasileiro tentar falar com sotaque português como não gosto do seu inverso. Da literatura, gosto de alguma coisa, o mesmo acontece para ambas versões, não gosto de tudo. Quanto a traduções, pela experiência, são frequentemente pouco boas, correctas e adequadas. Honra seja feita o que nem toda a gente sabe, alguns livreiros fazem passar as traduções por tecnicos e o resultado é francamente melhor e os livros são mais caros. Distrair-se com interpretações que 'a','b' e 'c' têm complexo, um xenófobo, outro é racista, e todos têm que 'crescer' 'amadurecer', ora.... perdeu-se no caminho e projectou - se. BolaS
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 20:34

Caro senhor: obrigado pelo comentário ao comentário do comentário :) Espero que volte, sempre que quiser ler alguma coisa sobre livros.
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De propagandaearte a 26.02.2014 às 21:02

Desculpe-me, mas creio que o Sr. não entendeu absolutamente nada do que escrevi uma vez que diz exatamente o que eu disse só que em outras palavras. Quanto a ser objetivo, tenho plena certeza de que o fui, mas fique tranquilo, pois nos próximos comentários, se o fizer, quando o fizer, usarei uma linguagem o mais coloquial possível para que possa compreender com toda a clareza o que eu disser, ou melhor, desculpe-me, o que eu escrever.
Apenas para deixar claro, o que escrevemos SEMPRE é e SEMPRE SERÁ uma projeção do que sentimos e do que vemos dentro de nós, o que nos diferencia, graças a Deus, dos políticos. rsrsrsrs
Creio que, em mim, não faltou objetividade. É uma pena, no entanto, que não tenha alcançado o que eu quis dizer.
Em relação aos conhecimento que alega eu ter por ser um professor, qualquer um pode tê-los; basta querer. De qualquer forma, agradeço seu comentário em relação à minha opinião e digo que não achei nem um pouco desagradável. A cada dia que passa vivo mais e aprendo mais com as pessoas e isso, com toda a certeza, só me dignifica.
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De Paulo Seabra a 27.02.2014 às 16:24

Caro 'propagandaearte' agradeço a sua resposta e o seu cuidado. É sempre estimulante uma interacção, positiva.
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De Alexandra a 26.02.2014 às 23:09

Boa noite,
Só agora reparei que o meu comentário não foi entendido da melhor forma. Vou tentar explicar-me o melhor possível. Não estava propriamente a comentar propriamente o conteúdo, mas o título "O português do Brasil aleija os portugueses". Não, não aleija, mas há situações em que se tem ter cuidado como se escreve. Não me estava a referir à situação descrita no blog, nem a situações gerais e do dia-a-dia, mas situações especificas. E nessas situações não é só em questões de português Portugal/Brasil, mas também expressões em inglês, espanhol ou francês, e sobre o Acordo Ortográfico.

(E quanto à indignação de o tal site estar em português do Brasil ou de Portugal achei um exagero e despropositado.)

O que queria dizer é que existem expressões e termos que não são os mais corretos em termos ciêntificos em Portugal. Durante o meu percurso académico li e continuo a ler alguns livros e artigos em português do Brasil, pois é um país que tem muitas publicações na minha área. Mas depois tenho que ter o cuidado para escrever para a terminologia aceite em Portugal. Ou seja, não me importo de ler termos como hormônios, diclofenaco, acetaminofeno, nitrogênio, entre outros exemplos, mas na minha dissertação sou "obrigada" a escrever hormonas, diclofenac, paracetamol, azoto. E esse cuidado não é apenas no português de Portugal Vs Brasil, também tenho que ter o cuidado de escrever com o novo AO e não usar expressões em inglês (o que por vezes é difícil). Por exemplo, eu escrevo sempre "blog", mas se tivesse que escrever na dissertações teria que usar o termo "blogue".

Tive aulas e assisti a palestras com espanhóis, brasileiros, sul-africanos, ingleses ... em que era confrontada com vários termos e pronuncias diferentes. Isso não era motivo de incómodo nem de aversão, nem sequer dificultou a divulgação ciêntífica, mas depois se num exame ou em apresentações escrevesse termos como descrevi acima, podia ser motivo de desconto na nota. E o exemplo que descrevi no primeiro comentário foi aquele que causava mais confusão quando se tinha bibliografia brasileira, em que facilmente se confundia constipação e obstipação.

Espero que me tenha explicado melhor o que queria dizer. Agora chamar-me racista e preconceituosa, e com sentimento de ódio é exagerado. Demasiado exagerado até. Quando comentei estava só a recordar-me de situações muito concretas em que se é penalizado por usar terminologias incorretas por ser exigido rigor ciêntífico. (E volto a dizer que também se é penalizado por se usar certos termos em inglês ou sem AO).

Agora na questão se um site ou se um livro está em brasileiro, não me chateia nem me ofende. Nem sequer pensei muito nesse assunto, como já deu para perceber não estou muito ligada a letras, sou mais uma rapariga de ciências.

E Sr. Propagandaearte, tenha calma em fazer juízos de valor de pessoas que não conhece, está bem? No inicio fique bastante ofendida, mas depois percebi que não valia a pena ficar zangada por um mal entendido. :)
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 23:13

Da parte aqui do viciado em livros, está tudo entendidíssimo! :) E, de facto, como escrevi abaixo, achei a acusação de "racismo" ou o que for absolutamente desproporcional para um comentário tão simples.

Mas esta questão das línguas parece mesmo fazer picar a sensibilidade de todos: portugueses, brasileiros, e todos os outros.

Já agora, numa nota paralela, é muito bom ter leitores que não são de letras, porque era esse um dos objectivos deste blog: não andarmos todos só a ler nas nossas capelinhas. O que eu gosto de sair da minha capela...
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De Sílvio Leal a 27.02.2014 às 06:43

Gostei. Parabens!
Parece que que temos que abraçar a hipocrisia religiosamente ou ser considerados racistas. Não podemos ter a nossa opinião sincera e baseada em factos (ou fatos?)! Afirmação de uma (i) responsável pela educação de um estado brasileiro: "...é normal escrever mal, porque quem me diz que com a evolução da linguagem o que está errado hoje não esteja certo no futuro!" isto a propósito da frase "nóis pega o peixe" que escreveram num livro do ensino fundamental (ou primário). Graças a Deus que até os jornalistas consideraram isto uma aberração, mas para os politicos é normal! Só para quem pode pagar colégios particulares caros pode esperar que os filhos tenham sucesso, começando pela própria língua. As empresas brasileiras queixam-se da dificuldade em contratar quem domine bem a própria língua. Todos sabem como funcionam as estruturas estatais por aqui, mas vamos ser todos hipócritas e dizer que está tudo bem e é apenas "alguma diferença". Graças a Deus que não sou jornalista, bloguista ou professor e posso afirmar a verdade!
Evidente que ao contrário do que possam parecer estas palavras, a verdade é que a maioria tem conscìência, trabalha, é honesta e é gente de boa índole, portanto, afinal quem está estragando tudo? Resposta dificil "né"?
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De Carlos Meneses-Oliveira a 15.09.2015 às 11:53

Gostei do seu comentário, bem articulado e bem fundamentado. Acrescento o que muitos estudiosos dizem sobre o desvio da variante europeia em relação à língua da era colonial. Há sinais de que a norma culta no Brasil (e mesmo o português oral do nordeste) pode ser mais próxima do português colonial.
Outro problema é a resistência de certos setores brasileiros à norma culta brasileira. Essa resistência só pode ser ultrapassada por inflexibilidade no sistema educativo e é ela própria uma ameaça à língua comum.
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De Julio Ribeiro a 26.02.2014 às 19:43

É de facto um exagero sentir-se ofendido. Não sei se tal leitora também se sente ofendida por ver pintado no alcatrão das ruas em Lisboa o "bus" quando deveria estar autocarro ou, o abusado "ônibus". Se também se choca quando vê placas de "parking" quando deveria ler estacionamento ou, o clonado, "parque". Sim, alguns hão de argumentar que isso é para manter esses sinais mais universais... já que o inglês "é uma língua universal"...Enfim, já que é para nos chatearmos a sério ou esquecer isso de vez, então penso que, já que tenho tempo para escrever uma carta de indignação (ou mesmo este comentário :) ) devemos fazer uma expedição séria na origem das palavras que utilizamos para pelo menos nos chatear com alguma razão...
Uma constatação que faço, por ser brasileiro e já viver a muitos anos em Portugal, é que há uma parcela razoável das pessoas (de algum nível, devo dizer) me relaciono, simplesmente desconhece o uso de palavras que estão nos dicionários portugueses (e que por vezes são usadas pelos brasileiros como eu) e não tardam a taxar que "tal termo é brasileiro"....mas como?! está no dicionário. Enfim, não acho que há uma variante mais importante que outra. Simplesmente são variantes, e prefiro ler o português "errado" (mas vivo) do Brasil do que ler em Chines, Russo, Espanhol e até inglês em certas situações, por mais que eu fale outras linguas.
Bom artigo.
Um abraço
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 19:55

Muito obrigado pelo comentário! Espero que volte :)
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De Makiavel a 26.02.2014 às 19:49

O seu post passa ao lado do essencial e que está na ordem do dia: a aberração que é o AO (acrónimo para Aborto Ortográfico) ao pretender unificar aquilo que não é unificável. Colocar no mesmo plano o português falado e escrito em Portugal e no Brasil, como se fossem 2 variantes de uma "terceira" língua é falso. Não se trata de superioridade ou inferioridade de uma em relação a outra. É apenas a constatação de um facto cronologicamente verificável. Falamos diferente, escrevemos diferente, por diferentes influências geográficas, culturais, de raça, etc. Decretar a unificação (provocando uma cascata de erros ortográficos e incongruências com a nova escrita) é contra-natura. Será que, por sermos poucos no mundo, sejamos obrigados a abastardar a língua portuguesa? Será que os holandeses quererão uma qualquer uniformização com a língua alemã, tão próximas na versão escrita?
Quanto à portuguesa queixosa, fez bem em reclamar. Já que somos poucos, não deixemos escapar uma oportunidade para nos afirmarmos. E olhe que sites com as duas opções de português de Portugal e português do Brasil existem, mesmo não estando a operar em território europeu.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 19:59

O acordo não é o essencial, é um pormenor (e um erro) na história da nossa língua. Aliás, já falei dele, aqui: http://livroseoutrasmanias.blogs.sapo.pt/acordos-e-desacordos-sobre-o-acordo-87336

Claro que existem sites com as duas opções e se ler com atenção defendo que essa é a situação ideal. Mas sentirmo-nos ofendidos por uma empresa norte-americana colocar os portugueses a ler uma versão em português do Brasil parece-me um exagero.

Agradeço o comentário e espero que volte, para quando falarmos doutras coisas!
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De Sílvio Leal a 26.02.2014 às 21:14

Cara senhora, gostaria de a convidar a passar uns tempos no Brasil que certamente mudará de opinião tal como eu mudei. O problema no Brasil não é "ser diferente" mas antes serem ignorantes! E sabe porquê? Os professores de português não sabem para eles quanto mais para ensinar correctamente! O ordenado de um "professor" destes é igual ao subsidio que dão ao presos que mataram e roubaram! Cerca de 970 reais mensais! Portanto, a mais não são obrigados. Aproveitando o assunto: nenhum brasileiro sabe para que serve o "c" e o "p" mudo numa palvra portuguesa, como não sabem que "time" não é uma palavra portuguesa, mas antes imitação da fonética da palavra inglesa "Team".
Também devo dizer-lhe o seguinte: qualquer incompetente e corrupto no Brasil escreve algo a que chama dicionário. Com exemplos destes: sudito = súbdito e seção = secção. Repito: passe um temporado por aqui e veja por si!
Conheço alguns "ex-professores" que afirmam barbaridades como: Gol é uma palavra portuguesa e o plural é só acrescentar "s". Lindo!
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 21:18

A que senhora se está a referir? :)
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De Sílvio Leal a 26.02.2014 às 21:54

Caros! (incluindo: propagandaearte) e também senhoras...

Em relação à possibilidade de comentário racista, nada mais erróneo, até porque tendo nascido em Cabo Verde, vivi em Angola onde conheci e deixei as melhores pessoas do mundo, todas de raça negra, ainda visitei, gostei e fiquei no Brasil! Tal como critico em Portugal também critico aqui! Evidente que quem me conhece, o que não é o vosso caso, não precisa que explique melhor a rígidez do meu primeiro comentário. O que acontece é que a classe política insiste em manter o povo na ignorância, seja onde for, mas nota-se exponencialmente no Brasil pela razão óbvia da sua dimensão. Aqui e em todos os países que visitei, conheci gente culta e dedicada à sociedade em que vive e outros que nem por isso. Em Portugal tive alguns amigos brasileiros assim como de outras nacionalidades e nunca poderia colocar como condicionante a nacionalidade, raça, idade, etc. para considerar como amigos ou cidadãos válidos no pais em que estão. Daí que solicito: considerem o meu comentário apenas como expressão resultante da minha experiência e nada mais.
Ainda em relação ao sr. "propagandaearte", os meus parabens por ser a pessoa que é, mas sabe que oiço bem mais do que escrevi, dito pelos próprios brasileiros que são meus amigos aqui? Claro que sabe!
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De Filipe a 26.08.2015 às 17:17

Espero que isso não seja referência ao fato de que a fala informal brasileira, e em toda a parte, é diferente da oficial-formal-padrão.
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De Magda a 03.08.2014 às 18:43

Se está incomodados em conviver com os brasileiros, saia do nosso País por favor, aliás como você deve saber não morremos de amor pelos portugueses, então você não fará falta nenhuma aqui. Ou você não tem competência de voltar para seu pais, aqui portugueses não são e nunca serão bem vindos
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De Marco Neves a 03.08.2014 às 18:47

É pena receber por aqui comentários destes, de alguém xenófobo e que nem se deu ao trabalho de ler o artigo. Ficou-se pelo título...
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De Ana a 15.11.2016 às 21:48

Magda, essa é a sua opinião, então fale apenas por você.

Sou brasileira e me sinto mal por ler esse tipo de comentário. Os portugueses, como qualquer outro povo, serão sempre muito bem-vindos ao nosso País.

O que, na minha opinião, era para ser um post interessante e com uma discussão enriquecedora acabou por se tornar ofensivo por certos comentários.
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De propagandaearte a 26.02.2014 às 21:26

Caro editor do blog LIVROS E OUTRAS MANIAS:
Este comentário do Sr. Silvio Leal, devo entender, também não é um comentário racista, certo?
Lamentável. Isto aqui não é um espaço sério.Depois reclamam que os brasileiros vêm aqui e toma os lugares de vocês. rsrsrs É por essas e outras que isso acontece com frequência. Voltar aqui? Nunca mais! Danem-se todos com essa inveja e esse comportamento imbecil.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 21:27

Em relação a este, concordo consigo: é um comentário infeliz e escusado.
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De joao marcelino a 26.02.2014 às 23:27

No que me respeita, não haveria acordo. Continuaríamos com a língua portuguesa, e a língua brasileira. Não podemos evitar que a nossa, fique exposta, como qualquer outra, a inevitáveis influencias estranhas, mas poderíamos mantê-la tanto quanto possível, pura e resguardada. A deles... que decidam. Podem deixa-la relaxar, prostituir, que deixe de ser portuguesa para passar a ser uma espécie de papeamento, um linguajar popularucho, ou até mesmo um dialeto gutural. Abram-na a todo o tipo de novidades, desde a criptografia informática da juventude á predominância enjoativa de anglicismos. Alguns deles definitivamente usados no vocabulario comum, mas com uma fonética brasileira no minimo curiosa. Ou seja, nao e so o portugues que eles sabiamente adaptam... Vejam so alguns exemplos:
Time - para equipa/grupo desportivo, o que na língua original nem sequer isso significa, e aqui conseguem a notável proeza de deturpar o inglês e o português ao mesmo tempo.
Xópi - (shopping) para centro comercial.
Esmartji fôni (smart phone) - para telefone inteligente.
Lépi tópi (lap top) - Para computador ou ordenador portátil.
Ômi tchitcha (home theater) para televisão com som envolvente.
Marquitji - O que parece um espirro, mas que deveria significar promoção comercial (marketing).
Bitchcoin (Bitcoin) – Tratem de não rir, mas pronunciado desta maneira, qualquer anglofono interpretará esta moeda virtual como uma forma de pagamento pecaminoso...
E por aí fora, num festival de disparates que passam a não ser português, nem qualquer outra coisa. Por isso, me pergunto porque teremos nós de os seguir...?
Ah, e por falar em preconceito. Eu vivo no Brasil e sei o que isso significa. Aos interessados posso enviar algumas piadas de português.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 23:29

Enfim. Sem comentários...

Só uma nota: não existe língua brasileira.
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De Marco Neves a 26.02.2014 às 23:37

Aliás, na realidade até respondo:

>>"No que me respeita, não haveria acordo.
[O post acima não tem nada a ver com o acordo.]

>>Continuaríamos com a língua portuguesa, e a língua brasileira.
[A língua brasileira não existe: o que existe é a língua portuguesa, falada por portugueses e brasileiros e ainda outros povos, com diferenças marcadas.]

>>Não podemos evitar que a nossa, fique exposta, como qualquer outra, a inevitáveis influencias estranhas, mas poderíamos mantê-la tanto quanto possível, pura e resguardada. A deles... que decidam.
[A língua não é uma donzela. Quanto à deles, é a nossa.]

>>Podem deixa-la relaxar, prostituir, que deixe de ser portuguesa para passar a ser uma espécie de papeamento, um linguajar popularucho, ou até mesmo um dialeto gutural. Abram-na a todo o tipo de novidades, desde a criptografia informática da juventude á predominância enjoativa de anglicismos.
["Linguajar popularucho" há em todos os países, Portugal incluído. A língua tem vários registos em todos os países. Quanto ao dialecto gutural, esse é mais o nosso, português, bem menos vocálico do que a variante brasileira. Quanto à criptografia informática, vez um post anterior aqui no blog. Existe em todos os países e não é assim tão dramática. Quanto à predominância enjoativa de anglicismos, isso não é fenómeno exclusivamente brasileiro.]

>>Alguns deles definitivamente usados no vocabulario comum, mas com uma fonética brasileira no minimo curiosa. Ou seja, nao e so o portugues que eles sabiamente adaptam... Vejam so alguns exemplos:
Time - para equipa/grupo desportivo, o que na língua original nem sequer isso significa, e aqui conseguem a notável proeza de deturpar o inglês e o português ao mesmo tempo.
[Nós também adaptamos palavras exactamente deste modo: futebol, basquetebol, etc.]

>>Xópi - (shopping) para centro comercial.
[Pronúncia popular. Também temos disso. E os espanhóis fazem algo parecido.]

Esmartji fôni (smart phone) - para telefone inteligente.
Lépi tópi (lap top) - Para computador ou ordenador portátil.
Ômi tchitcha (home theater) para televisão com som envolvente.
Marquitji - O que parece um espirro, mas que deveria significar promoção comercial (marketing).
Bitchcoin (Bitcoin) – Tratem de não rir, mas pronunciado desta maneira, qualquer anglofono interpretará esta moeda virtual como uma forma de pagamento pecaminoso...

>> E por aí fora, num festival de disparates que passam a não ser português, nem qualquer outra coisa. Por isso, me pergunto porque teremos nós de os seguir...?
[Não temos de os seguir, nem eles a nós, mas tudo o que descreveu são fenómenos normais numa língua, em que os vários registos vão recolhendo influências, alterando palavras, pronunciando estrangeirismos de forma "nativa", ou até alterando o significado dos mesmos, como a nossa boutique. Já agora, ao contrário do que se diz por aí, ninguém anda a propor que os portugueses adoptem a pronúncia brasileira.]

Ah, e por falar em preconceito. Eu vivo no Brasil e sei o que isso significa. Aos interessados posso enviar algumas piadas de português."
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De Sílvio Leal a 27.02.2014 às 06:48

Parabens. Mas a hipocrisia teima em mandar. É dificil ensinar bem muitos milhões, portanto façamos a minoria escrever mal para facilitar a maioria!
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De Marco Neves a 27.02.2014 às 10:23

O comentário de "João Marcelino" é sobre a fala e aí erra o alvo.
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De Sílvio Leal a 27.02.2014 às 17:40

Escrito ou falado, por aqui, no Brasil, é uma bagunça! Alguem tentou uma acordo para unificar o ensino correcto da lingua? Não. Os acordos são para unificar os hábitos errados e não para os corrigir, facilitando "a maioria".
Também existe quem sabe, mas insisto, não é no ensino oficial público que vai encontrar quem escreva e fale correctamente.
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De Magda a 03.08.2014 às 18:30

Por gentileza se nosso PORTUGUES BRASILEIRO te incomoda, saia do nosso PAÍS? Pois não não gostamos nenhum pouco de portugueses, como você já deve saber , e além do mais vocês não significam nada para nós e prova disto é que aqui no BRASIL não fala nada de Portugal , nem de portugueses, nada de vocês nós interessam . Ah e a porta da rua é a serventia da casa.
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De Janeka a 03.08.2014 às 21:32

Querida Magda,
Obrigado pelo teu comentário. Tanto na forma como no conteúdo, ele só reforça o que tentei dizer aqui.
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De Susana Teixeira a 04.03.2016 às 14:59

Isto foi fantástico de se ler. Nada de Portugal interessa, não têm nada nosso, mas termina o comentário com um provérbio popular português. Fantástico realmente.
Ao contrário de muitas opiniões aqui, sou portuguesa, com orgulho e aprecio a nossa história. Acho que o Brasil deve apreciar a deles também, têm motivos para isso.
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De Antonio José a 04.11.2015 às 17:59

Yamaha (motociclo) - iámárra
Honda (motociclo) - rônda
umidade - humidade
E outras tantas, mas tantas mais que até arrepia!
Também estou cá e sei o quanto dói ouvir a nossa bela língua deturpada.
Desculpem qualquer coisinha pela forma como me exprimo mas apenas tenho o 9º ano e também uma idade em que "burro velho não aprende línguas".
Viva Portugal, Viva Brasil!
Vamos dar as mãos e tentar ser UNO

AJ
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De Leonardo a 22.12.2015 às 00:35

Concordo que cada povo deva seguir fazendo as modificações na língua que fala de acordo com sua cultura. Nós, brasileiro, estamos bem tranquilos quanto a isso. Uma língua falada por um país de 200 milhões de habitantes sempre será forte...

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