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Mais informações: http://en.m.wikipedia.org/wiki/View_of_Delft_(Vermeer)

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Tenho muitos livros começados, meio lidos, quase terminados... Passo muitas horas a ler livros que não acabo. Por outro lado, às vezes recomeço um livro muitos meses depois de o começar e continuo como se nada fosse.

Serei normal?

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Nas viagens pela biblioesfera desta semana (isto está com ar de programa radiofónico), afastamo-nos da biblioesfera nacional.

Aqui vão três sugestões de blogs americanos em que os livros são o protagonista.

Se só tiverem tempo para um, avancem para o terceiro...

1. The Librarian Who Doesn't Say Shhh: http://busyteacher.wordpress.com

2. Biblioklept: http://biblioklept.org

3. Brain Pickings: http://www.brainpickings.org

Repito: este último é imperdível!

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publicado às 18:16

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Sim, acho absurdo que se ande a dizer por aí que ler faz mal aos olhos.

Primeiro, não faz. E, segundo, até podia fazer que eu não me importava.

Mas há limites.

Os livros acima foram-me oferecidos no Natal.

Só faltou a lupa.

E, sim, isto é o Dom Quixote.

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publicado às 18:03

Bolas, até eu que até sou demasiado certinho (mas costumo ser sempre apanhado quando decido não ser) já tive tentações de blogar no meio do trânsito. 

 

Isto é um vício do camandro...

 

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publicado às 17:06

Estou à espera duma pessoa e apetece escrever qualquer coisa no blog e não tenho nem tempo nem paciência para compor alguma coisa de jeito, e por isso deixo-vos um post de João Miguel Tavares, onde deixei uma colherada comentadeira.

 

O tema do post e comentários é esta coisa curiosa: vai na volta, os malvados jogos de computador até fazem bem ao cérebro, já viram isto? Quantas conversas sérias e preocupadas, entre pessoas da nossa laia (ou seja, dos livros) não estavam fundadas em pouco mais de nada... 

 

Não tenhais medo, já lá dizia alguém. Jogai — e lede, já agora.

 

Digo isto sendo uma das pessoas menos jogadoras do meu grupo de amigos.

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publicado às 14:59

Costumam ler livros no telemóvel, tableta, kindle e outros que tais?

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Sei perfeitamente onde foi o nosso primeiro encontro — não estou a falar da minha mulher nem de nenhum antigo amor (foram poucos, mas não me queixo). Estou a falar, isso sim, dum autor muito especial, que poucos conhecem porque tem aquele defeito que poucos leitores portugueses perdoam: é espanhol.

O autor é Javier Marías e a primeira vez que o vi foi na Fnac do Chiado, já lá vão muitos anos, e tinha este aspecto:



Estes anos todos depois, reparem bem nas manchas na pele, que isto a idade não perdoa:



Pois bem, mal sabia eu em que labirinto ia entrar… Este romance (?) não é exactamente um romance, nem uma crónica, ou talvez seja antes um post dum blog sobre livros um pouco sobre-dimensionado. Aliás, um post sobre livros do próprio autor! <pseudo>Ai, a auto-referencialidade dos autores pós-modernistas!</pseudo>

Pois bem (e já vamos no segundo “pois bem”), o que este livro conta são as peripécias do autor na sequência da publicação dum outro livro seu, anos antes, que relata a vida dum professor espanhol em Oxford, com uma série de personagens curiosas e um pouco ridículas a preencherem essas páginas desse outro romance:



Sim, Todas las almas passa-se em All Souls. O professor espanhol é professor de tradução, como se vê. Adiante. O certo é que vários professores e ex-colegas de Javier Marías — que como já devem ter percebido foi professor (e espanhol) em Oxford — e professor de tradução... — acharam que aquelas personagens eram, vejam só a desfaçatez, eles próprios.

 

Vêem-se enfiados num romance — e nada é mais literário do que ter personagens de carne e osso a pedir contas ao autor (e ex-colega). 

E, assim, Javier Marías, quando volta a Oxford, vê-se envolvido num enredo curioso, enredo esse que, to cut a long story short (em português: “para despachar que isto já são horas”)...

(preparem-se, que desta não estão à espera…)

... termina com a sua coroação como Rei de Redonda, uma ilha nas Caraíbas.

Exacto. E não pensem que é mentira (vejam o artigo wikipédico: http://es.wikipedia.org/wiki/Reino_de_Redonda). Pronto, Javier Marías é apenas um dos pretendentes ao trono, mas é um pretendente com pergaminhos literários impecáveis. E é um rei que aproveita para oferecer condados e títulos de nobreza em geral a pessoas insuspeitas como António Lobo Antunes, Ian McEwan… Desta monarquia, todos nós gostamos...

O livro — Negra espalda del tiempo — é muito bom. Não julguem que vão encontrar literatura levezita, que o Javier Marías está ao nível dum Lobo Antunes. Mas dum Lobo Antunes muito brincalhão e com a mania que é rei.

Nesta misturada toda, claro que a ficção e a realidade ficam um pouco confundidas, e por isso não espanta que o início de Negra espalda del tiempo seja este:



Já não leio este livro há muito tempo. Acho que vai já para a fila (que já vai comprida).

Boas leituras!

 

(E, se passarem pelas Caraíbas, mandem cumprimentos ao Marías.)

 

 

(From Wikipedia, as usual.)

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publicado às 08:26


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