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Ó meu Deus, que isto um pobre blogger cheio de livros na cabeça não aguenta estas emoções. Não só a Cláudia Oliveira (que é uma mulher que ama livros) diz uma coisa destas, como chegámos às 5000 visualizações. Muito obrigado à Cláudia — e a todos...

 

Continuemos, pois, em frente, que isto é só folhear.

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Quando acabam um livro, começam logo outro?

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Há pessoas que gostam muito dos leitores e preocupam-se muito com a nossa saúde: são os olhos, são as costas, é o estômago de quem lê no carro, e por aí fora. 

 

Não se preocupem, que eu também não.

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publicado às 18:30

Pelos vistos, há um brasileiro que está a dar o meu email pessoal para se inscrever em várias coisas, talvez porque tenha o nome parecido ou igual ao meu. Vi-me envolvido em negócios petrolíferos e tenho sido convocado para muitas reuniões do Partido Trabalhista.

Em relação aos negócios, já consegui convencê-los que não percebo nada de petróleo. Mas está difícil deixar de ser militante do PT.

Vicissitudes duma língua comum...

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publicado às 16:13

Um comentário de L Abrantes num post anterior (que muito honra o vosso humilde blogger livresco) espicaçou-me para fazer uma recomendação que já devia ter feito há mais tempo (apesar deste ser um blog muito novinho).

 

Recomendo, assim, um site muito bom e muito necessário — o COMCEPT.org.

 

A COMCEPT (Comunidade Céptica Portuguesa) é muito mais do que o site, mas o site por si já é uma preciosidade e um bom antídoto para tanta treta que por aí anda.

 

Já agora, vejam as recomendações de livros. Desde pipocas com telemóveis, Carl Sagan (sempre ele), questões de estatística, as ciências e farmacêuticas da treta, tudo livros mais do que recomendáveis — e que ajudam a limpar o cérebro da credulidade daninha que leva tanta gente a acreditar com fervor nos mais vagos disparates e a torcer o nariz à ciência (que é uma coisa aparentemente fria e distante, mas tão necessária).

 

São livros que não nos ensinam a ser cientistas, mas ajudam-nos a pensar de forma científica, o que é mais fácil e mais importante do que parece à primeira vista.

 

E são — imaginem só — divertidos e verdadeiramente interessantes.

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Há uns tempos largos, noutro poiso internético, em que se falava de português e outras coisas desusadas dessas, atrevi-me a deixar algumas notas para ajudar a corrigir alguns erros ortográficos comuns (também caio nessas tentações). Uma dessas notas era a seguinte: os dias da semana escrevem-se com minúscula. Assim: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sábado, domingo. Só no caso de dias específicos, como o Domingo de Páscoa ou a Sexta-feira Santa, usamos maiúsculas.

 

Isto é coisa fácil, de prontuário, e nem é um erro grave por aí além.

 

O giro foi a reacção de um comentador, que começou aos gritos (ou seja, COMEÇOU A ESCREVER ASSIM) a dizer que não aceitava o novo acordo ortográfico, que era contra, que era isto e aquilo — continuando com um arrazoado sem fim.

 

Expliquei calmamente que a regra exposta não tem nada a ver com acordo ortográfico, pois os dias da semana já se escreviam em minúsculas antes do dito acordo.

 

Nada feito. A partir do momento em que se falou do assunto, a questão das minúsculas passou a ser secundária. Começou a corrida a ver quem chega primeiro ao insulto mais extremado ou ao argumento mais radical contra a tal coisa cujo nome nem vou repetir. 

 

Como o título indica (e não gosto de enganar), este post não é sobre o acordo ortográfico. É sobre esta surdez estranha de que algumas pessoas sofrem: no meio de qualquer discussão, não ouvimos os outros, não tentamos perceber os outros, tentamos apenas martelar a nossa opinião, da forma mais radical possível, usando de toda a retórica possível e de muito pouca racionalidade, que é palavra feia para muitos dos acesos comentadores da nossa internet lusitana.

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publicado às 11:12

Muitos amigos meus acusam-me de ser distraído. A minha família também acha o mesmo. A minha mulher também achava, mas tem vindo a mudar de opinião. Ou se calhar já está cansada de dizer o mesmo. Uma coisa ou outra.

 

Ora bem, como verão já de seguida, não sou o único distraído da família. 

 

Na Páscoa de 2010, fui com a minha família visitar o meu irmão (não foi a viagem contada anteriormente, em que fomos a Paris

 

Numa das livrarias de Cambridge, comprei este livro:

 

 

 

O livro é magnífico. Ajuda-nos não só a perceber o que é a ciência, como a desmontar a forma absurda como a ciência nos é transmitida, a perceber a forma como a indústria farmacêutica manipula o mercado e ainda a deixar de lado qualquer réstia de confiança que poderíamos ainda ter nalgumas medicinas alternativas como a homeopatia e outros que tais.

 

Só para vos incentivar a ir procurar o livro (há a versão portuguesa), aqui está um extracto da introdução:

 

 

 

Ora, aqui está uma óptima definição de ciência: uma forma de evitar sermos enganados pelas nossas próprias experiências isoladas e preconceitos individuais. Claro que haverá sempre quem goste de ser enganado e, como o autor diz num dos parágrafos que aparece nesta foto acima, mas já meio desfocado (ai o Instagram, o Instagram...), "you can't reason people out of positions they didn't reason into" (que expressão tão britanicamente sucinta). Não podemos usar a razão para convencer alguém a abandonar uma opinião irracional (seria algo assim a tradução desta expressão), mas podemos tentar.

 

Enfim, adiante. Leiam o livro. Vai fazer-vos muito bem à saúde. E à carteira. Porque a ignorância nestas coisas da ciência e da medicina só faz é mal — mesmo muito mal.

 

Mas não foi para isso que vim escrever este post nocturno, enquanto a minha mulher já dorme e o meu sono está quase a chegar.

 

O que acontece é que comprei o livro em Cambridge, como vos disse, ao lado do meu irmão, e andei por lá a passear com o livro na mão, a lê-lo todos os bocadinhos que encontrava. Acontece-me isto: os livros de ciência deixam-me empolgado como se estivesse a ler um policial. Deve ser um problema qualquer nos neurónios.

 

Lia, comentava, discutia o livro com o meu irmão. 

 

O meu irmão via-me, em casa dele, no café ao pé da casa dele, no carro com os meus pais — sempre com este livro na mão.

 

Isto, em Abril (julgo que por essa altura, agora não sei de cor quando foi a Páscoa nesse ano).

 

Passaram-se meses.

 

O meu irmão vem a Portugal, para o Natal.

 

E que prenda me traz ele?

 

Este mesmo livro! Dizendo: "acho que vais gostar!"

 

A minha cara foi: "estás a brincar comigo?"

 

"Porquê?"

 

"Porque, pá, eu não só comprei o livro ao pé de ti, como andei vários dias a lê-lo ao pé de ti."

 

Ele bate com a cabeça na testa, rimo-nos todos e disto tudo surgiu uma coisa boa: ele voltou com o livro para Inglaterra e acabou por lê-lo. 

 

Se bem me lembro, não gostou assim tanto. Achou o autor um pouco arrogante e demasiado irritado com a ignorância dos outros. Mas, enfim, um médico deve sentir-se mal quando todos acreditam em disparates astro-quânticos-homeopáticos e desconfiam dos médicos como se fossem parte duma conspiração qualquer para acabar com a saúde das pessoas. É fácil cair na arrogância e na atitude: "mas está tudo doido ou quê?"

 

Porque, já sabemos, quando alguém sobrevive a uma doença, o responsável por tal milagre é Nossa Senhora, ou os anjinhos, ou as vibrações cósmicas, mesmo que tenha havido um médico (daqueles a sério) a tentar tudo por tudo para salvar a pessoa. Se alguém não sobrevive, a culpa é do médico. Ponto final.

 

Bom, bom era que alguém descobrisse a cura para a distracção. Queria ver se o meu filho não padecia desta doença do pai e tios.

 

(Já agora, um bom dia!)

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