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Livros & Outras Manias

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25
Jan14

¶ Um referendo à praxe?

Marco Neves

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Já vos disse que isto é um vício... De tal forma que consulto o site dos blogs do Sapo com mais frequência do que me atrevo a confessar...

 

Ora, olhando para as tags em destaque hoje, fica a dúvida: vai haver um referendo às praxes?

 

Brincadeirinha...

 

Mas, agora a sério, no meio desta discussão toda, não tenho certezas, mas posso dizer uma ou duas coisas:

 

1. O que vem a seguir a uma tragédia não é a melhor altura para discutir com cabeça seja o que for. Mesmo que os alunos estivessem envolvidos numa praxe no momento da onda que os matou, não foi a praxe que os matou, mas a onda... Por outro lado, chamar a atenção para alguns aspectos escondidos da praxe (pelos vistos tem de ser assim, no singular) só pode fazer bem.

 

2. A praxe é uma coisa que a mim não me assiste. Não gosto do ambiente. Só pratiquei uma vez e consistiu em cantar uma música dos Excesso e em ter umas letras pintadas na cara, o que não é praxe não é nada... Tudo o que tenho visto arrepia-me, mas também sei como é a análise selectiva das coisas praticada pela imprensa a mais das vezes. Por isso, alguma ponderação antes de desatar a querer proibir coisas, por favor.

 

3. Dito isto, parece-me estranho que um conjunto de jovens chegados à universidade declarem amor absoluto à Praxe e falem da diga cuja como se duma religião de tratasse (com padres-duxes e tudo). Amor ao conhecimento talvez fosse melhor (já estão todos a rir?), embora seja capaz de promover menos integração (um valor que pelos vistos anda a faltar aos jovens caloiros, que só com esterco se integram). Diria que uma noite de conversa integra muito mais, mas pronto. Ou até uma noite de bebedeira, sem esterco à mistura. Mas ficam lá com a bicicleta. (Como estamos a falar de praxes, se calhar é sem selim.)

 

Vivemos num país livre, até para estas coisas parvas. Convém é assumirmos a liberdade também para dizer não. Em resumo: acho que não se deve proibir a praxe (não podemos proibir tudo o que nos irrita), mas aos caloiros digo: não vão nessa cantiga. Limitem-se a brincadeiras e esqueçam a humilhação e tradição, que há coisas mais interessantes no mundo.

 

Foram os meus dois cêntimos para a conversa...

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