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Uma das coisas que acho mais inacreditáveis nas imensas teorias da conspiração que por aí andam é a competência que presumem nos governos e instituições que, supostamente, nos andam a enganar a todos. Os governos não têm essa capacidade de controlo, meus amigos... Basta pensar que os EUA não conseguiram fingir que tinham encontrado armas de destruição massiça no Iraque; não conseguiram impedir as estrondosas fugas de informação de Snowden, etc.; não conseguiram criar a tempo e horas um site funcional para o novo sistema de seguros de saúde criado por Obama; e por aí fora.

 

Aliás, se pensarmos bem, os governos em geral tem dificuldade em governar, e se todos os políticos gostam de estar no poder, a melhor forma de o fazer seria governar bem, certo? Da mesma forma, a União Europeia tem dificuldade em manter-se unida e até o Reino Unido não sabe se será unido muito mais tempo.

 

Ora, tendo em conta tudo isto, há quem acredite que consigam criar conspirações manhosas para espalhar químicos pelo ar sem que as companhias aéreas se apercebam e ninguém venha cá para fora contar o que viu; há quem acredite que o 11 de Setembro foi fruto duma conspiração; há quem acredite que as vacinas são uma conspiração mundial...

 

Não: os governos mundiais não têm capacidade para tanto... Já agora, leiam este artigo interessante sobre como anda toda a gente a tentar improvisar e a fingir que tem a situação sob controlo. Não temos. Ninguém tem.

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publicado às 11:45


2 comentários

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De blackened a 22.05.2014 às 18:07

«Basta pensar que os EUA não conseguiram fingir que tinham encontrado armas de destruição massiça no Iraque; não conseguiram impedir as estrondosas fugas de informação de Snowden, etc.» Eles nem sequer precisam de fingir, eles conseguem na mesma o que querem. Conseguiram mandar os filhos dos outros para o Iraque, quando não haviam armas de destruição massiva, e conseguirem conotar Snowden como um terrorista.

Também não acredito numa sociedade secreta, tipo Illuminatti, mas há um grupo de pessoas que detém grande parte da riqueza mundial. E querem continuar assim.
O 11 de Setembro não foi um acto só de uns tresloucados religiosos. Foi o culiminar de um conjunto de acções e negócios de muitos anos, entre os quais se encontravam os EUA. A guerra dá dinheiro, portanto, o que esta gente tem de fazer é criar um pretexto para começá-la, mesmo que seja o mais estapafúrdio. Relembremos o que começou a 1ª Guerra Mundial. O assassinato de um Presidente e uma acusação sem fundamento. Buuuum! Começou a guerra.

Estou agora a lembrar-me dos 2000 novos comboios comprados em França, que afinal, não cabem nas linhas férreas que a eles se destinavam. Engano, dizem eles. Um estudo sobre o machismo no Brasil foi feito há pouco tempo. Cerca de 70% dos inquiridos, entre eles, mulheres, concordava que uma mulher "habilitava-se" se se comportasse ou se vestisse de determinada maneira. O estudo gerou polémica, de tal maneira, que chegou aos ouvidos da NATO: Uma semana depois, a organização governamental responsável pelo estudo veio a público dizer que tinha trocado os gráficos. Afinal, não eram os 70%, eram apenas 26%. Engano, diziam. Estou a lembrar da eleição de Bush. Todas as sondagens apontavam para Al Gore, mas de repente, todos concordaram que se tinham enganado e que, afinal, o Bush é que tinha ganho as eleições. No tempo do Estado Novo, vinham nos jornais segmentos que indicavam explicitamente que determinado excerto tinha sido censurado. Ninguém parecia incomodado. Porquê? Grande parte dos portugueses eram analfabetos. Hoje já não somos assim tão anafabetos. Mas falta-nos poder de interpretação e espírito crítico. Por isso é que quando aquela história da adopção por casais do mesmo sexo chegou ao Parlamento, na internet só se viam apelos ao amor e à família e às criancinhas. Parecia perfeitamente plausível ir votar em "praça pública" os direitos de uma minoria, mesmo que fosse simplesmente para lhes dar esses direitos. Basicamente, falhou ali qualquer coisinha nos portugueses, que eles estavam disponíveis em alinhar numa solução apresentada pelo grupo de pessoas que criou o próprio problema.

Eles já nem se preocupam em fingir como deve ser. Já fazem tudo à descarada (talvez sempre o tenham feito). A cena é que ninguém está no controlo, tudo é permitido. O público vê tudo a passar-se como se um espectáculo de circo se tratasse. Não há (propositadamente) educação política, daí esta estagnação cívica. E há quem saiba muito bem disso e se aproveite. «Cada um por si».
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De blackened a 22.05.2014 às 18:13

Estou meio que distraída hoje. Publiquei um comentário sem uma revisão final, e agora dei com vários erros na escrita, erros de distracção nomeadamente. Sobre aquele estudo do Brasil... Escrevi "NATO", mas trata-se obviamente da ONU. Isto de falar sobre os Estados Unidos baralha-me, eheh :p

Peço desculpa :)

Cumprimentos.

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