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Livros & Outras Manias

Livros & Outras Manias

14
Abr16

Um livro sobre a língua portuguesa que começou no Sapo (e um convite)

Marco

Ora, amigos, tenho uma novidade e uma sugestão: que tal aparecerem no lançamento dum livro que começou nestas páginas dos blogues do Sapo?

 

O livro chama-se Doze Segredos da Língua Portuguesa e vai estar nas livrarias a partir do dia 20. No dia 21, às 18h30, na Bertrand Picoas Plaza, teremos a sessão de lançamento, com a presença de Fernando Venâncio e do autor (sim, sou eu).

 

Começou no Sapo, como? Bem, há uns dois anos tive um ataque agudo de fúria blogueira e escrevi muito neste blogue, sobre livros, mas também sobre outros assuntos.

 

Entretanto acalmei-me, mas nessa fúria reparei que os artigos que mais gostava de escrever eram sobre línguas e língua portuguesa, o meu principal instrumento de trabalho.

 

Vai daí, criei um outro blogue (que por razões que agora não vêm ao caso não ficou no Sapo) e fui mantendo este para os passeios de domingo.

 

Alguns dos textos desse blogue de línguas (Certas Palavras) tiveram a sua primeira versão neste Livros & Outras Manias. E, depois de mais umas quantas aventuras (os textos também viajam), acabaram num livro, em conjunto com outros textos mais novos. É esse livro que vai ser lançado para a semana.

 

Que doze segredos são esses? Não posso revelar, claro! Mas posso dizer que o livro inclui um intervalo, para não aborrecer.

 

Como estamos a falar dum livro, decidi que o primeiro blogue onde o iria anunciar seria este, o meu poiso secreto sobre livros e outras manias.

 

Espero que gostem e que apareçam! Fica o convite. 

 

Já agora, o evento no Facebook está aqui.

Convite Doze segredos (1).jpg

19
Fev14

¶ Quem diria que o Sapo gosta de mirandês...

Marco

Confesso já aqui e que atire a primeira pedra quem nunca quis fazer o mesmo: às vezes vou espreitar as estatísticas do blog... E ontem, ao final da tarde, tinha saído do trabalho, quando vou espreitar quantas pessoas tinham andado a ler o blog. E não é que o número de visitantes por hora estava a ser o número de visitantes que costumo ter por dia? Ainda pensei que tinha sido destacado pelos Blogs do Sapo... Mas, não: era mesmo um destaque na página principal do Sapo, o que se torna mais um episódio da minha velha relação com este querido batráquio

 

Desculpem lá este desabafo blogocêntrico, mas tenho de guardar este selfie blogueiro para a posteridade:

 

18
Fev14

¶ O Sapo ofereceu-me um livro

Marco

Ora, na pré-história deste blog, ganhei um livro com um post um pouco a dar para a galderice

 

Ontem, depois de algumas voltas, lá consegui agarrar a minha oferta — e muito boa é ela, ou se é! 

 

Para quem quiser saber que voltas foram essas (quem não quiser, pode passar ao post seguinte): o livro foi ter a minha casa, onde não estava ninguém (horas de trabalho, claro). À noite, peguei no registo e percebi que a estação dos CTT que abrange a minha casa já não é a mesma (uma coisa estranha, em que a minha casa muda de freguesia, e deixa de estar ligada à estação dos CTT da nova freguesia, para passar a estar ligada à estação dos CTT da freguesia donde saiu; enfim, isto agora não interessa nada). Como não me apetecia ir dar essa volta à nova estação (nem à nova, nem à antiga, diga-se), tentei usar o sistema SIGA dos CTT, para que a encomenda fosse entregue na morada do escritório. Preenchi o formulário e cliquei no OK. Nada. O formulário ficou igual. 

 

Pensei: bug no sistema. Paciência.

 

Ao fim do dia, não resistindo à atracção dum livro oferecido, vou até à tal nova estação dos CTT. Aliás, vou, não, vai a minha mulher, que fiquei no carro por não estar, propriamente, muito bem estacionado (perdoem-me, por favor!). Enquanto ela se dirigia à estação, pensei: bendito bug dos CTT, que assim fico com o livro já hoje.

 

Ela ficou uns 20 minutos à espera e, quando sai, vem a rir-se, com o aviso na mão — e nada de livro.

 

Abro o vidro e digo: "então?"

 

Quando entra, explica-me: "pois, parece que afinal o SIGA funcionou, porque o livro já seguiu para o escritório". 

 

Na manhã seguinte, lá recebi, do carteiro que passa pelo escritório, o livro.

 

Não importa. Um livro é um livro é um livro — e oferecido até sabe melhor.

 

Obrigado, Sapo!

 

 

03
Fev14

¶ As minhas recordações do Sapo

Marco

Quantos de nós, habitantes orgulhosos desta Sapoesfera, já pensámos donde veio este Sapo?

 

Se alguém aqui estiver que não sabe donde vem o Sapo, força nas canetas e toca de correr até à Wikipédia, que isto não é nenhum trabalho académico e, para coisas destas, a Wikipédia chega e sobra.

 

Ora, ficarão assim a saber que o Sapo é aveirense e tem a bonita idade de 19 anos. Um adolescente a caminhar a passos largos para a adultice. Um estudante universitário, provavelmente. 

 

Ora, tinha eu uns 17 anos (mais novo do que o Sapo é hoje, portanto), quando tive de fazer um trabalho para a disciplina de História do 12.º ano. Isto lá pelo ano de 1997. Ora, o trabalho era sobre o 25 de Abril e o grupo era eu e uma colega minha.

 

A minha colega tinha umas primas que viviam em Lisboa (ui, que aventura!) e eram estudantes no IST. Umas primas mais velhas, muito sábias, do alto dos seus 22 ou 23 anos. 

 

Ofereceram-se para nos ajudar. Lá fomos para Lisboa, de autocarro (nem consigo lembrar-me duma altura antes desses anos em que fiz uma viagem dessas duas vezes por semana, e às vezes mais). Lisboa era ainda uma cidade excitante — bem, para dizer a verdade, ainda o é, mas hoje sou lisboeta, e isso muda tudo no que toca à relação com a cidade, correcto? 

 

Ora, lá aterrámos na capital, andámos a passear, a perguntar às pessoas onde era a Avenida de Berna quando já estávamos na Avenida de Berna, a andar de metro (ui!), a ver aviões (caraças!), enfim, a lisboar por aqui.

 

Lá fomos então ter com as primas mais velhas. Como era fim-de-semana, fomos até ao IST para lá entrar de forma que, pelo que percebi, não estava totalmente de acordo com as regras. Elas tinham acesso, porque estavam a fazer um trabalho de investigação e tinham acesso aos laboratórios. Estávamos nervosos: numa grande cidade, a fazer coisas ligeiramente ilegais, para descobrir fotos e documentos sobre um golpe de Estado.

 

Ora, no IST lá estavam computadores com ligação à Internet, coisa que nós tínhamos, mas a uma velocidade que equivalia a não ter, e lá nos apresentaram elas o Servidor de Apontadores Portugueses, ou SAPO, onde fizemos pesquisas morosas de fotos e textos sobre o 25 de Abril, que colocámos em disquetes. Meu Deus, isto hoje sabe a pré-história, daquela com arqueólogos e tudo.

 

Parecia uma aventura: nós os quatro (eu, colega e primas) à frente dum computador, a ver fotos do 25 de Abril a surgir, linha a linha, em ecrãs daqueles gigantescos. De certa forma, sentia-me no futuro. Ninguém imaginaria uma coisa destas naquele momento em que enfiaram flores por espingardas abaixo...

 

Não faço ideia o que aconteceu à palavra "apontadores", mas hoje ninguém a usa com esse significado... Já o Sapo, cá está, vivo e de muito boa saúde.

 

Anos depois, lembram-se de entrar pela blogesfera e os blogs lá cresceram e transformaram-se e hoje são isto que nós vivemos no dia-a-dia. Ainda bem.

 

(Já agora, não sei se sabem que Portugal é dos poucos países onde um motor de busca nacional faz frente ao Google. Ah, pois é...)

 

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15
Jan14

¶ Um balanço de 2014 (será muito cedo?)

Marco

Bem, estamos a meio de Janeiro e por isso está na altura de fazer um balanço do ano que está a passar.

 

O quê, acham a coisa despropositada? Pelo menos admitam que é mais original do que fazer balanços no final de Dezembro.

 

Seja como for, fiz uma resolução de ano novo: iria avançar com este blog por aí fora, e aqui estou. Antes que a coisa esmoreça, posso fazer já algum balanço, ou não?

 

O balanço será este. Fiquem com alguns destaques do que já se fez por estas bandas:

 

 

E pronto, fica feito este balanço. Para o ano há mais... ou já para a semana.

15
Jan14

¶ Um blogroll de fazer inveja, mas eu gosto é do Sapo

Marco

Já vos disse antes que gosto muito do Sapo. Esta experiência blogueira está a correr bem e gosto de andar por aqui.

Mas vou fazer uma confissão: há uma coisa no Blogger de que gosto muito. O que é?

Preparem-se para a geekice do dia...

Gosto muito do blogroll do Blogger.

Ui, que belas curvas tem o blogroll do Blogger.

Portanto, sou fiel ao Sapo mas confesso uma espreitadela furtiva por aqueles lados.

Tanto é assim que criei um blog por lá só para ter o blogroll e poder consultar. Nem vos vou dizer onde está, porque a minha alma está por aqui. É caso para dizer que é um blog só para mim...

Para já, e porque hoje isto anda difícil para a blogaria, deixem-me só cumprimentar a Vespinha, uma blogger como deve ser, que ontem passou por aqui com a sua vespa...

Até já!

10
Jan14

¶ Escrever no telemóvel

Marco
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Ora isto às vezes há coisas estranhas. Às vezes, para ganhar os minutos em que não estou à frente do computador, escrevo posts ou rascunhos de posts no telefone (ou na tablete). Pensava eu que isto só podia ser coisa de rascunho mal amanhado, quando dou por mim a escrever melhor no telefone do que no computador. Parece que a lentidão com que o texto flui acaba por ser um útil travão à velocidade absurda do pensamento e, assim, os textos ficam mais... compassados. É mais difícil e desesperante (nesse aspecto móbil a plataforma do Sapo tem um dos pouquíssimos defeitos, valendo-me o envio por email). Mas às vezes ser difícil e desesperante é o que é preciso para aguçar o engenho e a (pouca) arte destas postagens lançadas ao vazio das visitas a um blog perdido num canto empoeirado da blogoesfera portuguesa.

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