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Caraças, tive uma sorte dos diabos. A Amazon deixou de enviar encomendas gratuitas para Portugal no dia 3 de Abril. 

 

Ora, no dia 2, fiz uma encomenda, que ainda ficou gratuita como a água do mar.

 

Ai, maravilha. 

 

Mas, agora que a recebi, o horror abateu-se sobre a minha alma de bibliófilo: então e agora? 

 

Agora, vai ficar mais caro.

 

Porque carga de água se lembrou a Amazon de fazer uma desfeita destas aos portugueses?

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The Signal and the Noise, de Nate Silver. O primeiro é do senhor que conseguiu prever os resultados eleitorais em todos os estados na reeleição de Barack Obama em 2012. Prever no sentido de saber se o estado caía para o lado de Obama ou para o lado de Romney. Foi um feito impressionante, que ele conseguiu através de metasondagens: uma análise cuidada das várias sondagens publicadas, todas elas com algum defeito, mas todas a mostrar um pedaço do puzzle que ele conseguiu montar. O título (The Signal and the Noise) está relacionado com a necessidade de saber distinguir entre os resultados estatísticos relevantes (signal) e os resultados irrelevantes (noise).

 

Social Physics, de Alex Pentland. A este cheguei através duma crítica na revista The Economist. Será um estudo sobre como os big data poderão ajudar as ciências sociais a tornarem-se um pouco mais baseadas na realidade e menos na intuição. Verei mais tarde se é isto mesmo.

 

Geek Sublime, de Vikram Chandra. Um raríssimo programador-romancista tenta perceber até que ponto programar é uma arte.

 

Quando conseguir agarrá-los e lê-los, digo-vos o que acho.

 

 

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publicado às 16:26

Hoje estamos numa de falar da Amazon...

 

Depois de alguns anos em que a Amazon era uma loja exclusivamente americana, os europeus lá receberam a Amazon.co.uk, que muito veio ajudar quem gosta de livros (e não só...) e não está perto de livrarias (e outras lojas). 

 

Hoje, é possível fazer encomendas da Amazon sem pagar um tostão de portes de envio. Ora, no meu caso, os portes gratuitos começaram mais cedo... Não só os portes, como os próprios livros.

 

Ainda estávamos no velhinho século XX, quando fiz a minha primeira encomenda. 

 

Tudo começou quando recebi um cheque-oferta da Amazon. Ainda poucos conheciam esta loja e devo ter recebido tal generosa oferta por ser assinante da Time. Não me lembro bem, mas recebi mesmo um cheque-oferta de $10. 

 

Ora, eu, do alto dos meus parcos 19 anos, não tinha cartão de crédito e muito menos dinheiro para gastar em muitos livros. Não me apetecia arriscar o cartão do meu pai, nessa altura em que a Internet ainda era coisa misteriosa — e, para um pai de 1999, ver um filho comprar coisas na Internet era quase tão suspeito como ver um filho ir a Marrocos comprar seja o que for.

 

Portanto, não tive opção: andei a vasculhar o site da Amazon (na altura ainda era possível vasculhar o site; hoje teríamos de ter umas dezenas de vidas para conseguir vasculhar uma secção do site...) e encontrei um livro que ficava a menos de 10 dólares, incluindo os portes para Portugal.

 

Fui lá ver o resumo da encomenda, estes anos todos depois, e ainda lá está:

 

 

(Acho fofinho da parte da Amazon deixar-me devolver o livro 15 anos depois...)

 

Fiz a encomenda, desconfiado. Sinceramente, duvidava que me enviassem o livro. Pensava ir receber uma mensagem a dizer: "Lamentamos, mas só pode aplicar o cheque-oferta a encomendas superiores a 125 dólares." — isto, mas em americano, claro.

 

Lá recebi o livro, muitos dias depois, e fiquei maravilhado. Um livro oferecido por uma misteriosa loja dos E.U.A.!

 

Li os poemas (o livro incluia mais do que o poema do título), numa edição pequenina mas muito bonita, com um papel a que não estava habitual. 

 

Naquele momento, senti-me como se tivesse sido transportado para os E.U.A. e estivesse a folhear um livro numa rua de Nova Iorque. O que a imaginação adolescente dum geek dos livros faz...

 

Se aprendi que Abril é o mês mais cruel, também percebi que Setembro era o mês de receber livros como prenda (o que tem lógica, pois faço anos em Setembro). Boa tradição, esta!

 

Curiosamente, poucas semanas depois, andava eu com o livro na mochila que levava para a faculdade, quando uma professora nos fala de T.S. Elliot e The Waste Land, dizendo que, obviamente, nenhum de nós saberia quem era tal pessoa nem que livro era esse. Sorri e tirei o livro da mochila. A professora embatucou.

 

Quase que lhe disse "a culpa não é minha...", mas deixei-me ficar calado.

 

E, pronto, fiquem com o início de The Waste Land:

 

I. THE BURIAL OF THE DEAD

APRIL is the cruellest month, breeding
 
Lilacs out of the dead land, mixing  
Memory and desire, stirring  
Dull roots with spring rain.  
Winter kept us warm, covering          
Earth in forgetful snow, feeding  
A little life with dried tubers.  
Summer surprised us, coming over the Starnbergersee  
With a shower of rain; we stopped in the colonnade,  
And went on in sunlight, into the Hofgarten,   
And drank coffee, and talked for an hour.  
Bin gar keine Russin, stamm’ aus Litauen, echt deutsch.  
And when we were children, staying at the archduke’s,  
My cousin’s, he took me out on a sled,  
And I was frightened. He said, Marie,  
Marie, hold on tight. And down we went.  
In the mountains, there you feel free.  
I read, much of the night, and go south in the winter.

 

 

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publicado às 16:48

Ora, esta sugestão do Sapo é muito curiosa, mas como estou no escritório e não em casa e apetece-me responder agora, que é hora de almoço (para quê comer, quando se pode blogar?), envio uma fotografia de livros de mesa de... escritório.

 

Então, aqui na minha secretária na empresa onde trabalho, tenho estes dois livros:

 

 

Ora, o que está por baixo é a The Cambridge Encyclopedia of Language, de David Crystal. Mandei-o vir da Amazon há uns tempos, e lá vou folheando e consultando. É sempre um bom passatempo. Para quem gosta de línguas e linguagem, é magnífico. Se quer saber porque existem tantas línguas, o que são famílias de línguas, o que quer dizer uma "norma", por que razão as pessoas falam de forma tão diferente de região para região, por que razão não se pode dizer que haja línguas melhores ou piores que outras, etc. — este livro ajuda a responder a (quase) tudo. O autor é um linguista inglês cujas obras são conhecidas por serem divertidas, o que poucos associam à linguística.

 

Já o segundo... Ora bem, confesso a minha ignorância, mas não conhecia a autora (Anna Banti) até um dia ter recebido uma encomenda da Amazon com este livro. Que nunca tinha encomendado.

 

Exacto, a Amazon mandou-me um livro que não encomendei.

 

Depois percebi que veio em substituição duma outra encomenda que tinha feito, e que não chegou. Depois de reclamar, lá me enviaram a encomenda original — e acabei por ficar com este também, por oferta generosa.

 

Posso dizer, a bem da verdade, que de todas as encomendas que fiz na Amazon — e já foram muitas —, esta foi a única falha. E sempre fiquei com um livro a mais...

 

(Hei-de vos contar um dia como foi a minha primeira encomenda na Amazon. Foi uma encomenda feita a 0 euros!... Ah, pois é...)

 

O rato por cima da enciclopédia é só para disfarçar...

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