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Bom 2014!

Sim, já passaram 30 anos desde o futuro sombrio de 1984... Ontem, na Fnac, comprei o livro, de novo. Sim, de novo, porque tinha uma edição em casa que nunca li por nenhuma razão em especial. Quando peguei nesta outra edição, ontem, apeteceu-me ler, de imediato, e disse adeus aos 8 euros que custou o livro. Algumas pessoas vão pôr as mãos na cabeça. Este gajo é doido! Comprou um livro que já tinha? Pois, meus amigos, isto dos livros é mesmo um vício, uma mania... Nem tudo o que está associado aos livros é muito saudável. A mim, dá-me para estas coisas: comprar um livro que já tinha. Bolas, espero que a minha mulher não leia isto. Se ler, há que dizer: só fiz isto uma ou duas vezes! Há coisas piores! É um livro!! E é um livro muito importante para a consciência da humanidade, blá blá blá. (Acho que não vai valer a pena, o disparate foi grande e mereço o raspanete... Os tempos não estão para deitar 8 euros para o lixo. Não que tenha sido deitar para o lixo, mas vocês percebem.)

Mas, sim, é um livro muito importante, que nos deu um novo vocabulário para lidar com uma certa forma de ditadura: Big Brother (sim, não foi a Teresa Guilherme que inventou tal coisa), newspeak, e já isto basta.

Tenho a dizer algumas coisas: não confio muito nas utilizações abusivas que se fazem do termo newspeak. É comum ler este termo usado como acusação contra quem não usa o mesmo vocabulário que nós. Mas, vamos lá ver, nem todo o vocabulário diferente por motivos ideológicos, profissionais ou de interesses pessoais pode ser considerado newspeak. E também desconfio que controlar o pensamento através da manipulação linguística é uma invenção literária magnífica, mas cuja utilização real quase sempre se vira contra o feiticeiro. 

Outra nota ainda: a primeira frase soa um pouco mais estranha aos ouvidos ingleses do que aos ouvidos portugueses. Porquê? Bem, os nossos relógios também só têm 12 horas, mas estamos habituados a pensar no formato de 24 horas. Assim, dizer "13 badaladas" ou algo do género não é assim tão estranho.

E agora vou mas é ler o romance. Quer dizer, antes de isso ainda tenho de acabar o Wilt.

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6 comentários

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De Pedro a 02.01.2014 às 15:03

Um grande livro, quase sufocante no final. Boa leitura!
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De Marco Neves a 02.01.2014 às 18:20

Obrigado! Em breve? volto a 1984 (salvo seja, que ainda não tenho um DeLorean).
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De Princesa a 02.01.2014 às 18:05

Só para dizer que não sei se foi do próprio livro ou do meu estado de espírito na altura em que o li (provavelmente ambos), mas o Wilt foi o único livro que me fez chorar a rir. Literalmente! :)
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De Marco Neves a 02.01.2014 às 18:21

Um post sobre o Wilt é já a seguir :)
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De Naçao Valente a 02.01.2014 às 20:50

Além do autor do texto, desta vez, está de parabéns a equipa de blogues Sapo. Contrariamente ao que é habitual destacou um texto inovador e de grande qualidade literária. Para mais sou fã obsessivo de Tom Sharp. Para além do Wilt o primeiro da "saga" li todos os outros. Merecia ser mais conhecido em Portugal.

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De Marco Neves a 03.01.2014 às 20:25

Muito obrigado pela parte que me toca! Bom ano!

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