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Livros & Outras Manias

Livros & Outras Manias

02
Fev14

¶ Como acalmar o meu filho com os braços da Júlia da farmácia

Marco

Ora, eu não devia... Mas lá acabei por ir parar de novo à Fnac, quando ainda na quinta lá estive.

Fomos ter com uma amiga nossa, que andava com fome de livraria, ao Colombo. 

Assim, lá fomos para a livraria cujo nome não vou repetir. Entre livros e livros, fomos passeando, entre uma enchente de sábado à noite — e o meu filho no carrinho, a olhar para tudo e a tentar perceber onde tinha ido a mãe — que saiu por uns minutos para comprar uma prenda para para o meu filho dar a uma amiga que faz anos hoje (começa cedo a vida social dos putos de hoje em dia, ou é impressão minha?).

Mas, enfim, o miúdo já está habituado a esta história de livros e livros, e por isso ficou calmo.

Entretanto, como acontece quase sempre nas livrarias, lá fomos deambulando e de repente estava sozinho com com o meu filho, a olhar para livros, de cabeça na diagonal, primeiro para um lado, depois para outro.

Como já tinha levado quatro livritos ainda na quinta e queria ver se diminuía a lista de livros por ler em cima da mesa-de-cabeceira, pensei no seguinte: vou mas é olhar para os contos, que sempre dá para ler qualquer coisa com princípio meio e fim em pouco tempo.

E assim peguei na Alice Munro e nos lindos braços da Júlia da Farmácia, dum autor que eu já devia ter lido há muito mais tempo… Ainda a deambular um pouco mais e acabei com um livro estranho, sobre a forma como as redes e tudo isso estão a tornar o mundo cada vez mais perfeito (Future Perfect). Coisa muito politicamente correcta, como estão a ver.

Ora, entretanto, já com três livros na mão, cada um deles não propriamente barato, comecei a procurar a minha amiga, que andava perdida por secções mais interessantes do que as minhas, quando o Simão (posso dizer o nome, não posso?) desata num berreiro desgraçado, porque já está farto de estar ali sem fazer nada.

Chucha? Berreiro.

Abanar o carro? Berreiro.

Telemóvel? Berreiro. (E bendita alcatifa dos livreiros franceses, que me salvou o dito quando o Simão decidiu atirá-lo ao chão, em fúria.)

Pois, tinha de ser: dei-lhe os lindos braços da Júlia e ele acalmou-se, desatou a rir e a folhear o livro, entretido com aquelas letras todas. É isso, ou já sabe ler e eu não percebi. Tem 15 meses, às vezes há fenómenos desses.

Adiante. Entretanto a minha mulher chegou, ele estava em paz a folhear o livro (agora tinha mesmo de o levar, pois os senhores funcionários da livraria-cujo-nome-não-vou-repetir não gostarão muito de ver os livros que vendem a servir de brinquedo, atirados ao chão de vez em quando, dobrados outras vezes). 

Enfim, os livros são o que são, mas também custam o que custam, e tive de escolher um. É melhor assim. Resultado: vai mesmo o J. Rentes de Carvalho, que os outros ficam para depois, com ou sem Nobel, com ou sem teorias optimistas.

Foi desculpa para dar mais um volta, para devolver os ditos cujos ao sítio donde os tirei, porque não basta levar um bebé para a livraria, não quero ser acusado de desarrumar as prateleiras…

E assim tenho esta preciosidade entre mãos, e estou a ver pela pequena amostra do que li ainda há pouco, logo depois de acordar, que este vai ser autor para muitas e boas horas de leitura:

 

(A imagem fui buscar aqui, a um blog que tem uma especial devoção por este autor.)

 

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